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NOVOS TEMPOS

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Faltando menos de um mês para as eleições, as ruas não apresentam o mesmo entusiasmo de outras disputas. A Tribuna, na edição de domingo, ouviu especialistas e até mesmo pessoas diretamente engajadas no processo eleitoral, mas constatou as mesmas dúvidas sobre o que fazer. Não há fórmulas prontas, e a impressão passada é de uma grande improvisação, que se manifesta de acordo com os próprios fatos. Comícios e passeatas caíram de moda, ficando a questão por conta das redes sociais e, sobretudo, para os marqueteiros.

Estes últimos, e não é de hoje, tornaram-se os grandes atores da campanha eleitoral. Deixando a ideologia de lado e os programas de governo apenas como enfeite, criam situações, jogam de acordo com as conveniências e vendem imagens artificiais. O que importa é ganhar. Por conta dessas maquiagens, o desgaste de quem ganha o pleito chega mais cedo, pois boa parte venceu em cima de propostas irrealizáveis.

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Este ano, o foco mudou, mas os marqueteiros continuam sendo as grandes estrelas da campanha, agora desconstruindo o concorrente em vez de apresentarem seus candidatos. Em todas as frentes, a figura do medo entrou forte no processo, sempre anunciando que o adversário irá deixar o país em má situação.

O grave desse enredo é que o eleitor engole esse discurso, e nem mesmo as ruas de junho de 2013 reagem ante um cenário tão artificial. Parte é culpa dos próprios políticos, que insistem em deixar a reforma política para o segundo plano. Com isso, eles e os próprios partidos tornaram-se reféns do marketing. Nestes novos tempos, a ideologia saiu de cena.

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