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DISCURSO DE PALANQUE

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Certamente, antes de convenções, não dá para se falar em candidaturas oficiais e, muito menos, em programas de Governo, mas o eleitor já deve se preocupar em cobrar dos eventuais postulantes a um mandato público as plataformas que eles vão defender. Os pleitos passam, e os discursos tornam-se recorrentes, sem a consistência que deles se espera. Alguns se prendem a questões básicas, tipo saúde e educação, mas não avançam no debate, muitas vezes, por desconhecimento ou por não terem nenhum projeto em conta. O resultado se apresenta em campanhas insossas, escudadas em denúncias ou críticas pessoais. Esse tipo de argumento costuma seduzir a opinião pública num primeiro momento, mas tem vida curta.

Terminado o período das convenções – o último dia é 30 de junho -, os partidos já terão definidos os seus atores, mas o que se vê, rotineiramente, é a etapa seguinte da campanha, marcada pelo salve-se quem puder dos candidatos a vereador, num vale-tudo que não só afeta relações, mas compromete as próprias ações intrapartidárias. No embate majoritário, isto é, para prefeito, a preocupação passa, necessariamente por alianças e articulações, mas são poucos que se preocupam em discutir um projeto de Governo. Nos debates, revelam-se distantes das causas populares.

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Cabe cobrar metas dos políticos, a fim de evitar um cenário que tem grande recorrência em Juiz de Fora: a descontinuidade de projetos do gestor anterior. A cidade é pródiga em obras que ficaram apenas no projeto inicial por causa da mudança de poder e do desinteresse em continuá-las. O caso mais emblemático é do Teatro Paschoal Carlos Magno. Iniciado no final do mandato do prefeito Francisco Antônio de Mello Reis – 1977 a 1983 -, continua com suas obras paradas, sucumbindo à ação do tempo. Depois dele, pelo menos quatro novos prefeitos ocuparam o cargo.

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