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ALÉM DO CONSUMO

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A escassez de água, que se tornou um desafio para as metrópoles, sobretudo num período de longa estiagem como agora, é resultado não apenas da ação da natureza, que reage ao homem predador, mas também da falta de políticas de abastecimento de longo prazo. Enquanto a população cresce – mesmo em ritmo menos acelerado -, os investimentos ainda são poucos. No caso de Juiz de Fora, se não fosse a visão de longo prazo do ex-presidente Itamar Franco, a situação não seria diferente. A cidade está em estado de atenção, mas tem uma reserva invejável em Chapéu D’Uvas.

As imagens publicadas ontem pela Tribuna, nas quais até a Represa João Penido tem espaços desérticos, é um alerta, também, para a necessidade de ações na educação ambiental. Mesmo com todas as advertências, ainda é possível ver abusos no Centro e, especialmente, nos bairros, com o uso impróprio da água, sobretudo na “varrição” das ruas com jatos de água. Em Viçosa, a 170 quilômetros de Juiz de Fora, a situação chegou a um estado em que a Prefeitura fechou temporariamente até os lava a jato, a fim de poupar água.

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São Paulo, a maior cidade brasileira, vive o drama da escassez desde meados do ano, quando o seu principal manancial começou a secar. Lá, como em boa parte do país, espera-se pela chegada das chuvas para resolver o problema. Mas só isso não basta, o mesmo homem que polui e cria instabilidade no clima deveria tomar medidas para corrigir a falha, além, é fato, de criar novas reservas de água.

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