Projetos como o Parlamento Jovem, ora em execução em todo o estado, envolvendo alunos das redes pública e privada, são iniciativas que devem ser incrementadas, pois ampliam não só a visão de mundo dos jovens, mas também lhes dão o conceito exato de cidadania. Esta semana, reunidos na Câmara Municipal de Juiz de Fora, os estudantes definiram as propostas locais que serão apresentadas na plenária estadual, em Belo Horizonte, nos dias 22 e 23 de agosto. Entre as prioridades estão ações para captação e reutilização de águas pluviais, com isenção fiscal para quem aderir à prática, criação de lei estadual regularizando a atividade dos catadores de lixo reciclável e coleta seletiva.
Em princípio, trata-se de uma agenda que não entra na rotina dos estudantes, mas que, na verdade, se faz importante por antecipar discussões que farão parte de seu dia a dia no futuro. Em parceria com a Assembleia Legislativa, PUC Minas e câmaras municipais – como a de Juiz de Fora -, o projeto estimula a participação na boa política, isto é, naquela que discute demandas públicas despojadas dos interesses pessoais. Os jovens são induzidos a pensar coletivamente e nas consequências de ações hoje praticadas.
Num momento em que a juventude está no centro de boa parte das ocorrências policiais, tanto como vítimas quanto como autores, a iniciativa é uma luz verde para as próximas gerações. Esses atores, certamente, estão se preparando também para o papel de líderes, já que não só se defrontam com as demandas como também são informados sobre como encontrar soluções. Ademais, a principal lição é terem a compreensão correta do papel de cidadão, aquele que tem direitos e deveres, e que sabe, exatamente, como exercê-los.
