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Na última terça-feira, em visita a Belo Horizonte, quando foi recepcionada pelo governador Antonio Anastasia, a presidente Dilma Rousseff anunciou a liberação de recursos para o rodoanel, a fim de reestruturar o atual anel rodoviário da capital, já saturado pelo expressivo volume de carros. Serão feitas cerca de 50 intervenções que vão consumir cerca de R$ 1,5 bilhão. Estão previstas a ampliação de viadutos, a criação de uma terceira faixa e a construção de vias marginais ao longo de todo o anel, evitando que motoristas sejam obrigados a voltar para a pista principal mesmo tendo bairros vizinhos como destino. Para execução da obra, serão removidas cerca de 3,5 mil famílias.

O investimento merece aplauso, pois, finalmente, o Ministério dos Transportes volta suas atenções para o estado, dando ênfase a uma obra de tamanha magnitude, mas é nesse ponto que cabem as considerações. Mesmo reconhecendo a importância do projeto e de sua necessidade, por resolver um problema grave de Belo Horizonte, não só por conta do volume de veículos, mas também pelos riscos constantes, é necessário cobrar um olhar para o interior. Bem mais modesto é o pleito de Juiz de Fora para a construção de uma simples via ligando a MG-353 à BR-040, que resolveria em parte a questão dos veículos oriundos da região de Ubá, com destino ao Rio de Janeiro, pois eles têm, necessariamente, que passar pela área urbana de Juiz de Fora. A obra já foi licitada e o impasse ambiental, pronto para ser revolvido, mas o projeto não avança. A obra também facilitaria o acesso ao Aeroporto Regional.

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A cidade agradeceria se as autoridades de transporte tivessem ainda a preocupação em facilitar a vida dos usuários da BR-267, também com destino ao Rio, passíveis de problema semelhante: passar por Juiz de Fora. Não há uma via capaz de fazer essa ligação, salvo a União e Indústria, construída no período imperial, cheia de riscos até Matias Barbosa. O Dnit deve – segundo anúncio da Prefeitura – fazer o asfaltamento de uma das pistas da Avenida Brasil, por considerá-la parte da BR-267, mas não seria a solução que se espera para fluir a demanda da região, embora a obra seja bem-vinda, pois terá repercussões no trânsito urbano.

Com várias lideranças e espaço nas instâncias de poder, a cidade ainda não emplacou um projeto que, pelo menos, se aproximasse das ações realizadas na capital, onde merece não só a atenção do prefeito, mas do próprio governador. Trata-se de um dado aceitável, desde que, respeitadas as proporções, o município também entrasse na lista de prioridades do DER e do Dnit.

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