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PELA SEGURANÇA

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Reconduzido à presidência da Comissão de Segurança Pública da Câmara, o vereador Wanderson Castelar revelou a intenção de articular a segunda edição do Seminário de Segurança, cuja primeira versão envolveu representantes da Universidade Federal de Juiz de Fora, OAB, Prefeitura, Câmara Municipal e outras entidades. Seu argumento é simples: os índices de violência não baixaram. O vereador tem razão. Ainda na sua primeira quinzena, o ano de 2015 já contabiliza – até o fechamento desta edição – seis crimes contra a vida consumados, estabelecendo a perigosa média de um assassinato a cada dois dias. O ano passado fechou com 141 ocorrências, duas a mais do que o período anterior. Essa curva ascendente é preocupante, devendo, sim, entrar na agenda das lideranças.

Março, o mês apontado pelo vereador, é o tempo ideal para o Governo, que tomou posse no dia 1º de janeiro, tomar pé da situação. O governador Fernando Pimentel, como já era de se esperar, trocou toda a cúpula da segurança. A favor da cidade, o novo comandante-geral da PM, coronel Marco Antônio Bianchini, é conhecedor de suas demandas, pois serviu no 2º BPM, de aspirante a capitão, num período de oito anos. Ademais, durante a campanha, o governador prometeu investimentos expressivos no combate à violência.

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No final de 2014, a cidade inaugurou o sistema de vigilância eletrônica, com a instalação de 54 câmeras em pontos estratégicos. O resultado foi imediato, com a elucidação de diversas ocorrências, sobretudo de crimes contra a vida, mas é fundamental avançar. A despeito da possibilidade de a nova gestão rever projetos, inclusive o “Fica vivo” – programa de combate a homicídios já instalado em Belo Horizonte, Região Metropolitana e alguns poucos municípios -, é fundamental o Estado ampliar suas ações para reduzir os crimes contra a vida na cidade. Trata-se, aliás, de uma questão que não se esgota na instância regional, devendo também contar com a União, cuja pretensão é estabelecer políticas integradas de segurança.

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