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AÇÕES MIMÉTICAS

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O trânsito fácil da informação, que não pertence mais apenas a determinados nichos sociais, ampliou as relações, mas também disseminou mazelas. Desta forma, eventos, sobretudo de metrópoles com alguma significância, são copiados em outras instâncias, ora como forma de protesto, ora como simples ação mimética de grupos que querem exercer o poder e o controle. O episódio da última quarta-feira, no qual um ônibus foi incendiado na Zona Norte, é a típica repetição dos eventos do Rio e de São Paulo, quando grupos protestaram pelas más condições de transporte, ou também se manifestaram em retaliação à repressão policial.

Por conta disso, além da necessária ação repressiva do Estado, que leva as polícias a investigar e prender os infratores, é preciso apurar as motivações dos autores de tal crime. A pura condenação popular não pode esgotar as investigações. Os primeiros passos apontam para um grupo que se autodenomina Bonde do Scooby, em retaliação à prisão de alguns de seus membros, o que também não deixa de ser cópia do cenário urbano das metrópoles. Se for só isso, basta desmontar a galera. No entanto, os frequentes enfrentamentos entre jovens também se incluem nesse contexto.

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Na linha intermediária entre grandes e pequenos centros, Juiz de Fora vive o dilema das cidades de porte médio, que importam das capitais mais as suas mazelas do que as suas virtudes, sobretudo nas áreas de saúde, mobilidade e educação. No entanto, é risível focar apenas nessas questões quando há outros fatores em jogo, que passam pelo pertencimento ou busca de identidade. Chegar ao foco é um trabalho que leva tempo, mas é fundamental insistir, pois em jogo não está apenas o futuro dessa juventude, mas também o cotidiano da cidade.

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