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GESTOS INSANOS

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A agressão a um estudante dentro de uma casa noturna – e mesmo que fosse fora dela – é inaceitável sob todos os aspectos, pois não se justifica alguém ir para a noite em busca do divertimento e acordar, dias depois, num hospital com o rosto desfigurado. Até agora não foram dadas justificativas – e elas não existem – para o insano gesto. Mesmo sob o benefício da dúvida, é possível entender que, em situações extremas de desordem, se fosse esse o caso, o máximo que poderia ocorrer era exclusão do ambiente. A Polícia Civil, a quem cabe apurar o caso, deve esgotar todas as instâncias de investigação, a fim de que os responsáveis pelo gesto sejam punidos pela Justiça. Enquanto a sociedade for leniente com esses donos da noite, que, em vez do ringue, andam demonstrando sua força pelas ruas, outras ações vão acontecer.

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Há, de uma certa forma, um culto à violência. Os programas de luta estão se tornando líderes de audiência e já não há indignação em ver rostos quebrados e sangue jorrando. É fato que tais competições acontecem sob regras e dentro de um ringue, mas há e haverá sempre quem pense em reproduzi-las em outros ambientes, sem compreender que nem sempre a vida imita a arte. Há um estado de coisa em que os valores estão sendo invertidos. Andar com carro com o som em alto volume, a despeito da proibição, é uma forma de se identificar; malhação já não é mais sinônimo de saúde, e sim ícone de beleza, mesmo que discutível; e ser agressivo é o meio de controlar o grupo.

É preciso discutir a questão e exigir do Estado o controle dentro e fora de tais estabelecimentos, não só cobrando qualificação dos profissionais, mas tirando de cena quem não está disposto a cumprir as regras sociais.

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