Um dos pontos considerados estratégicos para os observadores da FIFA na escolha de sedes e subsedes para os jogos da Copa do Mundo é o sistema de transporte. É vital para a federação que os torcedores tenham sua mobilidade facilitada. Por isso, a discussão sobre os táxis, que ora se desenrola na cidade, não deve ser focada apenas no rodízio dos taxistas, que tem deixado passageiros na fila de espera além do tempo desejado. É preciso ir além, avaliando outras questões importantes, hoje fora da agenda.
A primeira delas é o tamanho da frota, que já se mostrou insuficiente para uma cidade do porte de Juiz de Fora, com mais de 500 mil habitantes. As recentes licenças concedidas pela Prefeitura não cobrem o déficit de veículos, sobretudo nos momentos de pico ou em períodos de chuvas – quando o fluxo aumenta -, comprometendo a qualidade do serviço.
Mesmo com a considerável melhora, ainda há veículos que não correspondem às expectativas dos usuários. A lei estabelece prazos de circulação, mas o problema não é somente o tempo de uso, mas também as condições de diversos carros da frota, com acomodações precárias.
O transporte coletivo passa pelo mesmo problema, embora, reconheça-se, Juiz de Fora ainda tem uma das melhores frotas se comparadas com municípios de seu porte ou das grandes metrópoles. A dificuldade é resultado do próprio crescimento populacional. Com a obrigatoriedade de aumento das linhas, o número de carros tornou-se insuficiente, ampliando o prazo de espera nos pontos. Ainda há regiões que carecem de veículos, obrigando os usuários a verdadeiros exercícios de paciência ou a fazerem manobras para encontrar um ponto que atenda às suas expectativas.
Além disso, por uma necessidade dos novos tempos, a capacitação de profissionais é vital. Mesmo sendo exceção, ainda há os que têm dificuldades em lidar com o público. São, é fato, questões sanáveis, mas não dá para esperar a chegada da competição para a tomada de providências. Sendo ou não um dos abrigos das seleções visitantes, os serviços têm que estar aptos para atender aos usuários, sejam eles locais ou não.
