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NA PASSARELA

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A comissão que trata do carnaval vai se reunir hoje, em caráter emergencial, para tratar do impasse que se estabeleceu nos últimos meses: sete quadras estão interditadas pelo Ministério Público por conta de pendências de segurança levantadas pelo Corpo de Bombeiros. Os promotores dizem que as entidades estão inadimplentes, enquanto estas, por meio de seus dirigentes, argumentam que não têm meios de atender aos pontos levantados nas vistorias. Como consequência, colocam em dúvida os desfiles de carnaval de 2014.

Há pontos a serem considerados os dois lados, nos quais, tudo indica, se faz ausente o princípio da razoabilidade. Os bombeiros, até mesmo por conta de demandas da própria sociedade e de ocorrências recentes, cumprem o papel de advertir para problemas que têm que ser resolvidos. Mas são mesmo casos de interdição, ou poderiam ser discutidas medidas pontuais para solução das pendências e funcionamento das quadras? Talvez aí esteja o ponto a ser avaliado pelas partes e, se necessário, até mesmo com intermediação da Prefeitura, que, neste caso, não tem responsabilidade objetiva pelo imbróglio.

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Cumprir recomendações de segurança é uma obrigação formal de entidades, o que, segundo os bombeiros, não está sendo feito pelas escolas de samba. Trata-se, sim, de um fato grave, pois é necessário garantir aos foliões e às próprias entidades meios de realizar seus eventos sem danos a terceiros ou ao seu próprio patrimônio. Mas por que só agora?

As questões que ficam é qual será o resultado desse impasse e como ficará o folião. A antecipação dos desfiles, que por si só foi algo temerário, pois não coincidirá com a agenda das ruas, ganha, agora, o ingrediente da dúvida, que só será resolvido se todos sentarem-se à mesma mesa, dispostos a encontrar uma solução.

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