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AÇÕES COLETIVAS

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É direito da sociedade cobrar ações do Estado, pois este, nas suas prerrogativas, deve prestar serviços com eficiência. Mas é necessário, em diversas situações, que essa mesma sociedade faça a sua parte. Na edição de ontem, a Tribuna flagrou um descarte irregular de entulhos no Bairro Poço Rico, o que, já há algum tempo, compromete a vida dos moradores. O lixo se acumula e, vira e mexe, é acrescido com ações desses personagens que não avaliam as consequências e, sobretudo, a irregularidade do gesto. Trata-se de um fato que, lamentavelmente, não é isolado. No dia a dia das ruas, é possível ver pessoas cuidando apenas de seu lado. Se, no carro, jogam copos e garrafas pelas janelas, se, nas ruas, não procuram lixeiras, isso é uma questão educacional que carece de informações permanentes. A escola é um lugar adequado, mas outras instâncias também devem fazer sua parte.

É fato que nem sempre o serviço de recolhimento é adequado, mas nem isso justifica algumas atitudes que têm desdobramentos. Em épocas de chuvas, os bueiros entupidos causam alagamentos. Na maioria das vezes, não é o lixo natural, mas aquele que é jogado deliberadamente. Quem se der ao trabalho de visitar o ponto de retenção na Usina de Marmelos, nas proximidades de Retiro, vai se impressionar com o volume de garrafas pets e outros entulhos que são jogados no Rio Paraibuna. Mas não é só isso, por mais de uma vez, a Tribuna encontrou até móveis nas suas margens e também no leito.

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A sociedade que se indigna com o não recolhimento deve ser a mesma a denunciar a ação daqueles que se voltam somente para o próprio umbigo, tirando de casa e jogando nas ruas o que pode ser encaminhado para os lixões. Outra consequência é a imagem da própria cidade que, ao olhar de terceiros, fica comprometida. Além disso, em tempos de combate a endemias, tais locais são focos de disseminação de contágios, levando risco a essa própria comunidade.

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