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ESPAÇO VAZIO

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Obra iniciada no Governo Itamar e inaugurada já na gestão Aécio Neves, o Expominas ainda não corresponde às expectativas de seu idealizador. O ex-presidente via nele um ponto de indução do desenvolvimento da Zona da Mata à medida que acolhesse eventos regionais. Mesmo sob o argumento de que ainda é cedo para torná-lo uma referência, a Codemig, responsável por sua gestão, carece de ações mais ousadas para qualificá-lo nos fóruns de eventos. Este ano, além do Congresso de Laticínios, iniciado na última segunda-feira, somente o encontro de automóveis está programado. Até 2012, após esses eventos, o espaço estará ocioso.

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É certo que outros fatores contribuíram para tal inanição do local, como a demora das operadoras de telefonia celular em habilitar o sinal, só resolvido em fevereiro deste ano. Tratava-se de um contrassenso: um centro de negócios desconectado com o mundo, havendo dificuldades na transmissão de dados. Outra demanda é o acesso por uma rodovia federal de alto fluxo, que poderia colocar em risco os usuários do Expominas, sobretudo à noite, mas não se falou nada sobre uma via alternativa, que o ligaria à Via São Pedro, hoje motivo de polêmica por conta da BR-440.

Quando da inauguração, os dirigentes da Codemig anunciaram um calendário de eventos que acabou não se concretizando, mesmo com um cenário em que os grandes centros já estão com suas ocupações no limite. Certamente haverá o argumento do acesso aéreo a Juiz de Fora, que ainda não está totalmente resolvido, mas nem isso será suficiente para explicar demanda tão aquém das expectativas. É preciso cobrar dos responsáveis, para evitar que o espaço se transforme num elefante branco, como rezavam as previsões de segmentos mais pessimistas.

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Juiz de Fora tem ampla capacidade de se qualificar como um centro de referência em diversas instâncias, e o incremento do Expominas é uma prioridade.

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