Ícone do site Tribuna de Minas

OLHAR PARA TRÁS

PUBLICIDADE

Pesquisas eleitorais com prazo tão longo de antecedência, como é o caso das mais recentes, costumam olhar mais para trás do que para frente, o que cria, então, um cenário irreal sobre o verdadeiro pleito. Se as eleições fossem hoje, dizem os institutos, a presidente Dilma Rousseff seria eleita no primeiro turno, enquanto Marina Silva ficaria em segundo. Trata-se quase de uma obviedade, pois ambas estiveram nas urnas de 2010, enquanto os demais candidatos ainda tentam se firmar dentro de suas legendas.

A pesquisa interessa mais para o público interno do que à opinião pública, pois serve como vetor na tomada de providências. No caso da Presidência, a queda de popularidade indica que as ruas estão percebendo mudanças especialmente no cenário econômico – único fator, aliás, a causar incômodos -, exigindo, pois, a tomada de alguma atitude. Para os demais, os números indicam pontos frágeis, que precisam ser atacados, ou dados positivos, que carecem de reforço.

PUBLICIDADE

Pensar no pleito do ano que vem é um exercício exclusivo dos políticos. O eleitor, hoje, está mais preocupado com a economia e com os pruridos de inflação, não se interessando, sequer, pelos candidatos que poderão subir nos palanques do ano que vem. Tem sido assim nos últimos anos, e não há perspectivas de mudança. A cidadania é bem mais pragmática do que os políticos, que fazem dos números, além de um vetor, um elemento de articulações a favor ou contra o Governo. Se na base, como ponto de barganha; se no outro lado do balcão, como reforço para ampliar as críticas.

Sair da versão mobile