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AÇÕES PRÁTICAS

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Discutir ações de combate à violência, como ocorre a partir de hoje em Juiz de Fora, por meio de um seminário organizado e com a participação de várias entidades, é um ato saudável de segmentos representativos da cidade, sobretudo pela clara constatação de que a questão é bem mais profunda do que só cobrar medidas policiais. Elas são estratégicas e necessárias, mas é preciso aprofundar a busca das causas, cujas pistas são visíveis no dia a dia das cidades, mas que nunca se esgotam nesse ou naquele problema. O Mapa da Violência, recentemente apresentado, indica, inclusive, características regionais e a migração de crimes, até então típicos das grandes metrópoles. Nesse aspecto, é seguro suspeitar do crescimento do tráfico de drogas, especialmente o crack, que hoje atinge mais de 90% dos municípios brasileiros. O lado lúdico do interior já não existe mais ante a proliferação da venda e do consumo.

A importância de eventos deste porte passa também pelo engajamento de segmentos que não só formam opinião, mas que também produzem ações práticas para a própria sociedade. Hoje, a despeito da tradicional divisão de prerrogativas, o enfrentamento não se esgota nas instâncias oficiais. Geração de políticas sociais e de empregos não termina no Estado, cabendo também ao setor privado tomar atitudes nesse sentido. O país tem enfrentado desafios importantes, sobretudo na faixa de 16 a 29 anos, que está ingressando num mercado de trabalho marcado por oportunidades, mas com salários aquém da expectativa. Essa mesma faixa vive o dilema da incapacitação técnica, ficando à mercê do apelo fácil do mundo do crime. Não é à toa que nessa mesma faixa é registrado o maior índice de crimes contra a vida.

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A segurança pública, embora seja tema recorrente nos palanques de campanha, ainda não se tornou a prioridade que se espera das instâncias de poder. Até ela, a despeito de sua importância, se submete aos contingenciamentos da área econômica, induzindo a redução de custos com o corte de programas e investimentos necessários para o enfrentamento. A luta, certamente, é de longo prazo, mas não há mais tempo a perder, sendo a insegurança uma questão que deve gerar indignação permanente da sociedade.

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