Dois temas tomam conta do noticiário por conta das próprias circunstâncias. O primeiro é o processo do mensalão, que está entrando em nova etapa, restando apenas o julgamento da evasão de divisas, na qual um dos réus é o publicitário Duda Mendonça. O outro é o segundo turno das eleições, com destaque para o embate entre petistas e tucanos em São Paulo, que consome as energias das principais lideranças dos dois partidos. Ele se desdobra em outras cidades, mas, como São Paulo é o maior centro econômico do país, e sua prefeitura tem mais recursos que a maioria dos estados federados, o jogo tornou-se bruto. Em Juiz de Fora, PT e PMDB estão no pódio e, embora aliados na instância federal, têm discursos também distintos para a nova etapa.
Sucessão e julgamento do mensalão, no entanto, não podem ofuscar questões importantes para o próprio processo político, como o julgamento dos recursos impetrados durante o primeiro turno de campanha. A ministra Carmen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, assegurou que, embora não havendo sessão extra, o tribunal dará conta de sua pauta até dezembro, antes da diplomação dos eleitos. Que assim seja. Apesar de a contagem dos votos de quem recorreu tenha sido paralela, não influenciando no quociente eleitoral, há sempre uma insegurança daqueles que passaram no teste das urnas, estando, agora, sob a incerteza da diplomação. Em 122 cidades brasileiras, o resultado do TSE é fundamental, pois dele depende a definição do cenário de 2013.
Outra demanda é a reforma política, ora sob o signo do impasse na Câmara Federal. O pleito de 7 de outubro foi a prova material de que é preciso avançar nas regras, a fim de garantir melhor representatividade nas instâncias de poder. Parte dos temas que geraram recursos desde a primeira instância é resultado de brechas legais que só serão resolvidas com uma mudança substancial. Não fosse a implantação da Ficha Limpa, o rombo teria sido maior ainda.
