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SONHO E PESADELO

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O “Minha casa, minha vida” é um dos mais importantes projetos do Governo federal e, como qualquer proposta de tal porte, carece de aperfeiçoamento, a fim de evitar distorções como as que foram apontadas pela própria Caixa Econômica Federal – seu financiador – e de ser alvo de investigação da Polícia Civil. No condomínio Parque das Águas, há denúncias de famílias expulsas por traficantes, venda de imóveis por meio de contrato de gaveta e uso inadequado das instalações. A Tribuna revelou detalhes na edição de ontem.

A casa própria é o sonho da maioria dos brasileiros, e a iniciativa veio atender essa demanda. Daí, a necessidade de enfrentar os “donos das ruas” que se arvoram no direito de expurgar proprietários do lar que levaram anos para conquistá-lo, tornando-o um pesadelo. As primeiras ações devem passar pela identificação desses invasores, o que não deve ser difícil tal a ousadia com que atuam. O fundamental é repor os verdadeiros titulares e criar mecanismos para evitar a volta dos traficantes. A criação de postos policiais é vital.

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Uma das medidas já discutidas em audiência pública na Câmara, e também na Prefeitura, foi a redução no tamanho destes condomínios. As primeiras experiências ficaram comprometidas pelo excesso de moradores e pela falta de identidade entre eles, algo que deve ser avaliado com antecedência. E é aí que entram outros serviços. Não bastam apenas casas, mas é preciso ainda dar espaço para serviços, educação, lazer e fé. Criar áreas de diversão, escolas, praças e igrejas são vitais para criação de vínculos.

Com o sentimento de pertencimento, a própria comunidade terá uma nova postura, pois terá consciência de seus direitos, apontando, não só para os invasores mas também para os que distorcem os programas, que suas ações não serão toleradas.

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