O efeito cascata da economia deixou com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a responsabilidade de levar ou não adiante investimentos pelo país afora. Os estados dele dependem, e os municípios, mais ainda, e não há perspectivas de que abra o cofre no curto prazo. Às voltas com uma base rebelde e uma oposição que esqueceu seus conceitos – pois era ela quem defendia os ajustes que hoje rejeita -, o ministro tem prioridades que passam longe das obras, ora na dependência de repasses.
Em Juiz de Fora, há empreendimentos prioritários e outros necessários, mas que podem esperar. Entre os primeiros está o Hospital Regional, que, em princípio, é uma demanda do estado, mas o governador Fernando Pimentel também depende de Brasília. Outra envolve o acesso ao aeroporto regional. A rodovia, que começou mas parou no meio do caminho, é estratégica para a mobilidade, pois funcionaria também como um anel rodoviário, capaz de tirar da área central o trânsito oriundo daquela região.
Na mesma lista estão obras de acessibilidade. Os viadutos em construção fazem parte de um conjunto de medidas que só terá efeito definitivo com a conclusão do projeto inteiro. E aí está também a trincheira sob a linha férrea, prometida desde a campanha de 2008, quando o então governador Aécio Neves prometeu os repasses. Teria cumprido parte do investimento, mas insuficiente para conclusão dos projetos.
A angústia da população, e até mesmo dos prefeitos, é a incerteza dos prazos. O ministro Joaquim Levy não tem ideia de quando haverá o aquecimento da economia. Tudo depende do ajuste. E se este for insuficiente? Um remédio mais amargo, porém, seria o caos para o setor produtivo, já sufocado por uma crise sem precedentes. Por conta disso, resta esperar e torcer para a virada dos números.
