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VELHO FANTASMA

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A presidente Dilma Rousseff, dizem fontes, já admite aumentar a taxa de juros para combater a inflação. Os mais jovens certamente não conhecem esse velho fantasma, mas também já sentem os seus efeitos com a redução do poder de compra já notada em vários segmentos. O preço dos alimentos, sob o velho argumento da entressafra ou das chuvas, está subindo, sendo o tomate o vilão da vez.

No início da semana, a presidente se reuniu com o ex-ministro Delfim Neto e o ex-presidente José Sarney para discutir o assunto. Ambos conhecem bem a inflação e os seus efeitos. Delfim foi ministro nos tempos do ninguém segura esse país, enquanto Sarney pagou o vexame com os seus fiscais, quando supermercados foram fechados em nome do Plano Cruzado, que foi pelo ralo. A inflação só cedeu com a criação do Real, no mandato de Itamar Franco.

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É certo que é possível tomar providências, mas a lição a ser tirada é de que a inflação não é combatida por discursos e nem promessas, como as que estão sendo feitas pelo ministro Guido Mantega, quando afirma que a situação está sob controle e que a equipe econômica vai agir no tempo certo. Esse mote era recorrente nos tempos de crise, e deu no que deu, quando os números chegaram a 85% ao mês.

Apesar de os tempos serem outros, é necessário levar em conta a velha máxima de que prevenir, enquanto é tempo, é bem melhor do que remediar.

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