Ícone do site Tribuna de Minas

EM CÍRCULOS

PUBLICIDADE

Quando conquistou o direito de ser a sede da primeira fábrica brasileira da Mercedes, ainda na primeira gestão Custódio Mattos, a cidade se deparou com um clima de euforia, pois significava, naquele momento, a inserção do município na lista dos grandes arrecadadores de tributos e geradores de emprego em alta escala. É fato que a conjuntura econômica era outra, mas, ao curso de todo esse período, com mudanças no poder em Brasília e Juiz de Fora por mais de uma vez, ainda há uma sensação de que a montadora não atendeu a essa expectativa.

Com uma das mais modernas plataformas de produção do país, ainda assim a Mercedes continua andando em círculos. Seu primeiro projeto, o Classe A, que daria aos brasileiros a oportunidade de dirigir um veículo popular com a estrela à frente, esbarrou no dólar, antes cotado na paridade um por um, que disparou e deixou o preço do veículo impossível para o público ao qual se propunha. Depois disso, vieram outras mudanças que culminam, agora, com o esvaziamento das ações em Juiz de Fora.

PUBLICIDADE

Embora trate-se de uma empresa privada, o que, em princípio, lhe daria o direito de gerir seu negócio de acordo com suas próprias conveniências, a montadora foi beneficiada por concessões do Governo municipal e estadual que lhes tiram o direito de agir ao bel prazer. A ausência dos seus dirigentes na reunião de Brasília, da qual participaram lideranças políticas, empresariais e de trabalhadores, foi um gesto preocupante, pois tornou-se uma recusa tácita de discutir a questão. O lado positivo foi a união de propósitos destes atores – embora ainda faltassem outras lideranças -, apontando para a necessidade de um discurso único em defesa das demandas da cidade.

Sair da versão mobile