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PARA INGLÊS VER

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Quando o povo foi às ruas, em junho de 2013, para protestar contra uma série de questões, e nenhuma ao mesmo tempo, já que não havia bandeira específica, a leitura que se fez apontava para as eleições deste ano. Era uma prévia da insatisfação coletiva contra temas pontuais, como a possível volta da inflação e a qualidade dos serviços e produtos. Diante desses recados, os candidatos começaram a campanha eleitoral com uma pauta diversificada, passando, porém, longe da economia, por entenderem que havia outros itens a serem discutidos.

Mas foi apenas um ensaio. Embora não estejam, necessariamente, discutindo a economia, os candidatos trocam farpas em torno do tema. A petista Dilma Rousseff acusa a socialista Marina Silva de ser patrocinada por banqueiros, enquanto esta responde que o Governo, sim, só tomou atitudes que beneficiaram o setor financeiro. Já o tucano Aécio Neves questiona as duas, advertindo que o comprometimento é mútuo.

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Em campanhas eleitorais, é comum a demonização de alguns setores em troca da atenção dos eleitores. A bola da vez são os banqueiros, uma vez que não há um só cidadão feliz com as taxas cobradas pelo sistema financeiro, mas as instâncias de poder, pelo menos na campanha, se esquecem de que há conivências de Estado que levam a essa situação. O jogo, portanto, é mais para inglês ver do que, de fato, de tomada de providências.

Faltando menos de um mês para o pleito, a tática do bateu-levou está dando certo, com a polarização entre Dilma Rousseff e Marina Silva. Ambas atuam num cenário de segundo turno, certas – a despeito da resistência de Aécio Neves – de que já estão na outra etapa da disputa.

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