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CONTA A PAGAR

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Os esqueletos de obras iniciadas e não concluídas em Juiz de Fora é uma das faces mais perversas do jogo político. Pelo país afora, é possível ver projetos inacabados, obras paradas e outras tantas mazelas que carecem de solução. Este, porém, não é o único dado que deve ser levado em conta. Interromper obras pode ter justificativas técnicas, jurídicas e financeiras, mas, quando a discussão deriva para a irresponsabilidade, a questão é outra, pois fica a dúvida sobre quem vai pagar a conta.

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Quando o então diretor do Dnit Luiz Antonio Pagot se disse envergonhado ao visitar a BR-440 e ver que lá foi pago o quilômetro mais caro do país, no valor de R$ 15 milhões, a primeira providência seria apurar responsabilidades e não penalizar a população que vive com um trecho que hoje liga o nada a lugar algum. A obra depende de nova licitação, mas não se viu qualquer iniciativa para se ter de volta o que poderia ter sido pago a mais. Quanto ao trecho, é preciso concluí-lo para o bem de todos.

No último fim de semana, os cariocas receberam a notícia de que o Estádio João Havelange (Engenhão), construído para os Jogos Pan-Americanos, irá ficar fechado até 2015 para execução de obras. Ao custo de cerca de R$ 300 milhões, está com suas estruturas comprometidas. Só que ninguém fala em responsabilidade, a fim de punir os culpados por falha tão grave e a um custo tão alto.

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A questão de Juiz de Fora tem o viés político, que, como a Tribuna mostrou na edição de domingo, está no DNA da própria história municipal: projetos que sofrem solução de continuidade e que se perdem no tempo. O desvio do Rio Paraibuna, ainda no século XIX, o Teatro Paschoal Carlos Magno, iniciado no final da Gestão Mello Reis (1977-1983), e o Ginásio Poliesportivo, no meio da Gestão Alberto Bejani (2004-2008), são apenas faces de um problema que marca a trajetória da cidade.

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