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RISCO NAS RUAS

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A combinação de duas pesquisas é material suficiente para preocupação. O Datafolha, na publicação feita pela “Folha de S. Paulo”, apontou a queda acentuada da popularidade da presidente Dilma Rousseff, considerando como causa principal a corrupção na Petrobras. No mesmo dia, “O Globo”, por meio de análise do seu Núcleo de Jornalismo de Dados, divulgou um documento intitulado “Projeto opinião pública na América Latina”, indicando que, em situações de crise, eleitores entre 16 e 25 anos são mais propensos a aceitar golpes militares.

Tal ideia é preocupante, e nessa lista entram outras ações conservadoras que resvalam em intolerância. No caso de alta criminalidade, 40% dos eleitores de até 25 anos também acham justificável um golpe, algo que ninguém espera nessa altura da democracia brasileira, mas sempre há setores que levam para esse campo a solução de todos os problemas. Basta lembrar recentes manifestações – com baixa adesão, é certo – pregando a volta dos militares.

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Cabe, sobretudo, aos partidos políticos ampliar a discussão, não apenas em torno de uma reforma política consistente, mas também do combate à corrupção, ora nas mãos de instâncias fora do Congresso Nacional. O rombo aos cofres da Petrobras vem ocorrendo há tempos, apontando para a falha de mecanismos de controle. Por leniência ou interesse, a maior empresa brasileira tornou-se um balcão de falcatruas.

Os políticos precisam estar atentos a esses novos dados, pois a juventude, em 2013, foi às ruas e pediu mudanças, que não vieram. Ante a frustração, há o risco de bandear para soluções mais drásticas.

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