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PASSO ATRÁS

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A oposição, legitimamente, tem levado manifestantes às ruas para questionar o Governo da presidente Dilma Rousseff. Até aí, jogo jogado, pois o Partido dos Trabalhadores, quando do outro lado do balcão, também foi pródigo em manifestações. O que preocupa, porém, são setores que não se contentam com a crítica e pedem ora a volta dos militares, ora a deposição da presidente. Trata-se de um passo atrás que a própria oposição tem que desarticular. O PT, quando nas ruas, em momento algum, pediu o retorno dos militares. Quem faz isso age de má-fé ou por ignorância histórica. Má-fé, por não entender as regras do jogo. Ignorância, por desconhecer os danos dos anos de chumbo, quando ir e vir não era uma prerrogativa, e liberdade de expressão, um termo inexistente. Ademais, desconhecem o sentimento popular. Pesquisa apresentada pelo Datafolha indica que 66% dos brasileiros consideram que a democracia é melhor do que outra forma de Governo.

Estado que mais votos deu ao candidato Aécio Neves, São Paulo tem sido palco de tais manifestações, cabendo, pois, inclusive ao senador mineiro rejeitar tais argumentos radicais. Aécio, pelo jus sperniandi, tem a prerrogativa para questionar os métodos adotados no último pleito, denunciar escândalos, mas não pode pactuar com os manifestantes golpistas. Seus primeiros discursos, de fato, questionam tais segmentos, mas o PSDB, principalmente, precisa de um pouco mais, devendo condenar institucionalmente tais atitudes. Dentro das suas próprias fileiras há quadros importantes, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os senadores José Serra e Aloísio Nunes, que foram perseguidos na ditadura. Sabem, pois, o que ela significa.

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Tanto em Brasília quanto nos estados, especialmente Minas Gerais, há um enfrentamento que vai longe, indicando que o governador eleito, Fernando Pimentel, e a presidente Dilma Rousseff terão forte oposição, mas, em momento algum, devem ter seus mandatos colocados em xeque, pois suas eleições foram resultado das urnas.

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