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MUITOS PASSOS

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A ampliação do Aeroporto Presidente Itamar Franco, que pode, mesmo que a passos lentos, ganhar a vocação de terminal industrial, é um avanço esperado, uma vez que, há algum tempo, estudos nesse sentido têm sido encetados. Trata-se de uma demanda de longo prazo, pois implica não apenas o interesse das empresas aéreas, mas também o das instâncias de poder, a quem cabe viabilizar o projeto, buscando financiamento para implantação de infraestrutura adequada. Nesse sentido, a rodovia que ligará a MG-353 à BR-040, ora com 50% das obras concluídas, deve ser apenas o começo de um grande investimento de mobilidade.

O que a nova rodovia irá proporcionar não será suficiente para criar condições ideais de acesso ao terminal. Tira, de fato, o trânsito da área crítica, que é o trecho urbano de Juiz de Fora, mas ainda mantém o restante – de João Ferreira até o aeroporto, entre as cidades de Goianá e Rio Novo – com pista que precisa de modificações. Ainda há curvas em excesso e pista em mão dupla, sem uma alternativa de ultrapassagem para facilitar a convivência sem riscos entre automóveis e eventuais veículos de cargas que irão atender ao terminal.

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Além disso, as prefeituras da região deverão buscar meios de investir no entorno, dando condições para a implantação de indústrias que terão no aeroporto um ponto de distribuição de seus produtos. A região precisa crescer de modo integral, a fim de atrair investimentos, como já ocorrem em aeroportos industriais espalhados pelo país afora. Como estão em situação de penúria, terão que recorrer ao Estado e à União para apoiar tal demanda. Para isso, a via política é o primeiro caminho, mas é fundamental comprometer outras frentes para mudar a realidade da região.

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