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METAS URBANAS

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Com a intenção de melhorar o tráfego na Rua Oswaldo Aranha, em virtude da presença de frequentadores de bares, a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) vai desativar a Área azul na região. Com isso, impossibilitados de estacionar, os motoristas terão que buscar alternativas, facilitando, desta forma, o fluxo de veículos. A decisão é uma das mais recentes para resolver o gargalo, mas só terá eficácia se for acompanhada de fiscalização, uma vez que, havendo presença da autoridade para controlar o tráfego, até mesmo os usuários serão chamados a fazer a sua parte, isto é, não ficarem no meio da rua, a despeito do inexistente impedimento legal. Mas se a lei define liberdade de ir e vir, ela também considera que, em caso de dano coletivo, o Estado pode tomar providências.

O trânsito tornou-se um gargalo comum das metrópoles, mas também já repercute em municípios de menor porte. Ante o aquecimento da economia, o acesso ao veículo motorizado transformou-se em um direito coletivo – e que não deve ser contestado -, fruto, ainda, dos prazos cada vez mais longos dos financiamentos. Só que, em vez de questionar especialmente a classe média por conquistar esse direito, os governos devem, sim, buscar projetos, regulando fluxo, invertendo mão ou abrindo vias, enfim, fazendo o papel que lhes cabe nesse novo cenário.

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Um dos desafios dos futuros administradores e, no caso de Juiz de Fora, do prefeito eleito, Bruno Siqueira, é ampliar as ações de mobilidade. Para isso, terá que buscar recursos para colocar em execução as obras anunciadas pela atual gestão, como viaduto e túneis, a fim de desafogar a área central e, sobretudo, evitar a retenção provocada pelos trens que cortam a malha urbana. O melhor caminho seria tirar a linha férrea do Centro, mas trata-se de um projeto de demasiada ousadia financeira. O custo é extremamente alto para as prefeituras, salvo se a iniciativa partisse da União, por meio do Ministério dos Transportes. Nesse caso, a cidade não só se veria livre das interrupções como ganharia uma nova alternativa, inclusive, para dar espaço para o transporte urbano ferroviário, uma das principais saídas para diminuir o congestionamento do transporte coletivo.

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