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PULMÃO DA CIDADE

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A denúncia de depredação da Mata do Krambeck e seu entorno, formulada pela Tribuna em sua edição de ontem, poderia ser mais uma entre tantas demandas que o jornal apresenta sobre o meio ambiente, mas há um dado especial: trata-se de uma das últimas reservas da Mata Atlântica na região, com um terreno de 300 hectares, equivalente a três milhões de metros quadrados, e que funciona como um dos pulmões da cidade.

Os repórteres encontraram pontos devastados, inclusive em área de preservação ambiental próxima ao Jardim Botânico, projeto desenvolvido pela Universidade Federal de Juiz de Fora – ainda não aberto à visitação pública. De acordo com a reportagem, há movimentação de terras e corte de inúmeras espécies. Dois homens chegaram a ser detidos por policiais da 4ª Companhia Independente de Meio Ambiente.

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Os predadores do meio ambiente têm uma tática própria: agem por etapas e, ao perceberem que não encontram resistência, ampliam suas ações. E aí, colocam em curso a sua marcha de destruição, como é possível ver, sobretudo, na Amazônia, onde a luta é permanente para evitar o corte sistemático de árvores. No caso de Juiz de Fora, é necessária a ação imediata para identificar e punir os responsáveis pela depredação. A Mata do Krambeck é um patrimônio que precisa manter o seu status de área especial da cidade, em que a intervenção humana deve ser a mínima possível, salvo para a sua preservação.

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