O encerramento das atividades da Pantanal em Juiz de Fora, embora seja uma perda, pois reduziram-se as opções de voo para São Paulo, não deixa saudades, porque a empresa há tempo vinha comprometendo suas operações no Aeroporto da Serrinha por sucessivos cancelamentos, muitas vezes sem uma justificativa plausível, como a falta de condições de pouso ou de decolagem. A norma recorrente era colocar os passageiros em uma van e levá-los para o Rio de Janeiro, a fim de utilizarem a ponte aérea. Agora, somente a Trip atua na cidade, enquanto a Azul depende da autorização da Anac para fazer suas operações no Aeroporto Regional.
O incremento dos meios de transporte é fundamental não apenas para o traslado diário de passageiros, mas também para facilitar outras políticas de desenvolvimento. Juiz de Fora tem a pretensão de ser uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014, com o forte e correto argumento de estar localizada entre três das principais capitais do país, todas elas, sede da competição. No entanto, de nada adiantará estar logisticamente perto de Rio, São Paulo e Belo Horizonte se não houver capacidade de gerenciar o fluxo de pessoas que utilizarão os serviços de transporte. E aeroporto é o principal deles.
No caso do Serrinha, continua a interminável discussão sobre suas condições de visibilidade e a necessidade de equipamentos mais sofisticados para facilitar o pouso e a decolagem por instrumentos. No terminal entre as cidades de Goianá e Rio Novo, o problema é a via de acesso. Embora o asfalto esteja adequado, é preciso duplicar os principais trechos da MG-354 e construir a sua ligação com a BR-040, a fim de facilitar o fluxo. Hoje, há gargalos que comprometem qualquer política de transportes em função da falta de acostamentos e pistas que facilitem ultrapassagens seguras.
Há tempo para cumprir as duas metas, mas é necessário começar já, sob o risco de se repetir na cidade o que ora é visto nos estádios pelo país afora, ressalvadas raríssimas exceções: obras a passos de cágado, contratos inconsistentes e a permanente possibilidade de corrupção, pois, na pressa e pela necessidade de se inaugurar a obra de qualquer jeito, há sempre espaço para atos ilícitos.
