O prefeito Bruno Siqueira ainda está na metade de seu mandato, mas a eleição de 2016 já entrou na agenda dos políticos. Os diversos entendimentos, próprios do jogo eleitoral, ainda não saíram do papel, mas os ensaios estão em pleno curso. Basta acompanhar os bastidores, como recentemente ocorreu no congresso municipal do Partido dos Trabalhadores e a convenção municipal do PSDB. Petistas e tucanos ainda não sabem se terão candidatura própria para evitar a reeleição do representante peemedebista, mas já se cacifam para o embate do ano que vem. Vale o mesmo para o PSB de Júlio Delgado, o PPS de Antônio Jorge Marques ou o PSC de Noraldino Júnior. Uma contagem inicial aponta pelo menos oito postulantes.
É comum estabelecer lista ou montar estratégias para uma disputa, mesmo a longo prazo, pois sempre foi assim: os políticos saem de uma eleição e já pensam na próxima, numa ciranda constante que os mantém em cima dos palanques. Até em anos neutros, como 2015, a maioria das ações, sejam elas de Governo ou de oposição, tem a disputa como parâmetro, ficando o interesse coletivo relegado ao segundo plano ou condicionado ao retorno eleitoral que vai proporcionar.
A cidade tem demandas importantes, muitas delas dependendo do trabalho conjunto dos políticos, mas, por conta da permanente disputa, não criam consensos em torno de temas importantes nas áreas de saúde, segurança, educação e mobilidade. A tão falada unidade, defendida em campanha como o melhor meio para ampliar o poder político do município, por enquanto só ocorre nos discursos. A expressiva bancada de cinco deputados estaduais e quatro federais ensaia discussões conjuntas, mas nada de concreto ocorreu. Cada um, ao seu jeito, faz sua parte, mas sem dividir o mérito com o colega parlamentar.
