A falta de oportunidade no mercado de trabalho tem sido apontada pelos especialistas como uma – entre muitas outras – das causas do aumento do número de crimes contra a vida nas metrópoles. Juiz de Fora, no fim de semana passado, chegou à marca dos 50 homicídios, a metade de todo o 2012, numa clara mostra de crescimento das ocorrências. A maioria, segundo acompanhamento das próprias autoridades, fruto da influência do tráfico de drogas, que coopta, sobretudo, os jovens sem emprego formal.
De fato, há esse viés, mas, num cenário de pleno emprego, a despeito de os salários ainda serem baixos, as motivações são mais amplas, já que nem no período de grave inflação e de desemprego os índices estiveram tão altos. O tráfico, sim, é um dado significativo. O aumento do consumo, que implica necessariamente as vendas, e vice versa, é um dos indutores dessa violência desmedida que preocupa a sociedade. A responsabilidade é coletiva, devendo, pois, a solução, ser discutida também em conjunto, a fim de reverter uma guerra que está em curso.
O fácil acesso às armas é possivelmente a matriz do recrudescimento das ocorrências, apesar de a polícia também ter dobrado o volume de apreensão. O derrame de armas tem como um dos focos instituições que deveriam zelar por sua guarda e destruição, como a Tribuna mostra na edição de hoje, ao divulgar termos de um inquérito militar em curso dentro do Exército.
Ainda este mês, salvo contratempos, a Prefeitura e Secretaria de Defesa Social, por meio da Polícia Militar, devem anunciar a implantação do programa Olho vivo, que prevê a instalação de câmeras de vigilâncias em pontos estratégicos da cidade. Já no dia 10 de maio, o secretário Rômulo Ferraz virá à cidade para discussão de projetos de segurança. Que traga boas notícias e novas ações em defesa da sociedade.
