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VELHAS PROMESSAS

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Um ano e três meses depois da maior tragédia natural do Brasil, que deixou mais de 900 mortos na Região Serrana do Rio de Janeiro, as chuvas voltaram a provocar vítimas. Em Teresópolis, cinco pessoas morreram, vítimas de desabamento, forçando as autoridades a garantirem que haverá remoção dos moradores das áreas de risco. O discurso estaria de acordo com o enredo se não fosse um detalhe: é o mesmo do ano passado. Como não houve nenhuma ação nesse sentido, as mortes continuaram a ocorrer, e vão acontecer outras se nada for feito. De acordo com o jornal O Globo, até agora nenhuma casa foi entregue às famílias que receberam a promessa das autoridades de ganhar um novo teto. Há dez mil famílias vivendo em regiões sujeitas a deslizamentos.

Promessas em momentos de crise são comuns, pois as autoridades reagem de acordo com os próprios interesses, forjando discursos que todos querem ouvir, mas, daí para a frente, pouco fazem, criando uma ciranda que se tornou rotina. As chuvas caem e tomam-se as primeiras providências. Depois, fica tudo como antes, esperando por novos acontecimentos. As mortes desse fim de semana, na Região Serrana, provavelmente seriam evitadas se houvesse a remoção.

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O caso fluminense, porém, é apenas mais um entre tantos outros que o brasileiro acompanha no seu dia a dia. Por isso, importância deve ser dada às novas ferramentas de comunicação, pois garantem uma fiscalização efetiva do que se fala e do que se faz. As redes sociais são um instrumento importante para reverter atitudes que são próprias de quem busca apenas visibilidade. Se prometeu, que cumpra, pois não faz sentido jogar para a arquibancada quando há coisas por fazer.

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