Os parlamentares têm suas demandas próprias, que são formalizadas por requerimentos ou pedidos de informação, mas é fundamental que atuem em sintonia quando o interesse coletivo se faz presente. Por isso, a ideia de criação de uma frente parlamentar pela região é importante, pois teria oito deputados, significando 10% do quórum da Assembleia Legislativa. Nunca a Zona da Mata esteve tão representada como agora. Mas isso só não basta. Além da formalização do grupo, a fim de ganhar direito a manifestações em bloco, é fundamental que coloquem à mesa as ações de interesse da região, muitas delas nas gavetas da burocracia do estado.
Sem representante no primeiro escalão do Governo estadual, a Zona da Mata se compensa com a expressiva bancada estadual – além de quatro deputados federais -, embora os primeiros ensaios tenham ido exatamente na direção oposta. Temas como a questão da superintendência habilitada para licenças ambientais, que deveriam ser avaliados numa reunião do grupo, tornaram-se o primeiro ponto de conflito exatamente pela falta de sintonia entre os personagens. Não dá para fazer atuação isolada quando a questão é comum.
Como os parlamentares estão entrando apenas na segunda semana de trabalho, é possível reparar o dano e aparar as arestas, pois até os erros são pedagógicos. É necessário, porém, como destacou o deputado Antônio Jorge, que todos se dispam de suas vaidades e vejam no outro um aliado. Caso contrário, tudo vai continuar como antes, perdendo-se uma chance única de recuperar o tempo perdido. E que tempo.
