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PELA LIBERDADE

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A sociedade vive um paradoxo nesse início do século XXI. Quanto mais tecnológica, com acesso cada vez mais rápido à informação, mais intolerante se torna, num retorno aos tempos em que se expressar era passível de graves punições. O atentado ao jornal francês “Charlie Hebdo” é a prova material desses novos tempos, que não se esgotam, porém, na publicação que satiriza governos, artistas e religiões. O número de jornalistas mortos nos últimos anos está em escala ascendente, inclusive no Brasil.

O grave nesse enredo é o desconhecimento que leva à indicação de culpados, sobretudo nas religiões, quando o pano de fundo está na leitura equivocada que se faz de seus documentos. Tanto a Bíblia Sagrada quanto o Alcorão são peças importantes na formação humana, a despeito de muitos, não se sabe sob qual pretexto, verem neles peças para o fundamentalismo. Em nome de Deus, um falso pretexto, se cometeram e ainda se cometem atrocidades, fruto de uma hermenêutica equivocada ou de interesses.

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A liberdade de expressão deve ser vista como um princípio universal, pois só assim será possível aprimorar a sociedade. Há quem confunda, porém, liberdade com irresponsabilidade, se sentindo, equivocadamente, no direito de desqualificar biografias, instituições, religiosas ou não, sem um mínimo cuidado de apurar a extensão do dano. Nesse aspecto, as redes sociais são pródigas, pois compartilha-se de tudo sem a mínima preocupação com os resultados. Mas não será a censura que vai reverter esse jogo. É pela educação que se conhece o limite. Pela força, não.

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