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CABO DE GUERRA

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A transição de um governo para o outro, sobretudo quando não se trata da mesma legenda ou aliado, nem sempre é tranquila, pois quem sai deixa gatilhos, e quem entra sempre reclama da situação que vai encontrar, sobretudo nas finanças. O fato de a Assembleia Legislativa estar há quatro meses sem votar um só projeto, com as bancadas se digladiando nos bastidores, é emblemático para o governador eleito, Fernando Pimentel, mesmo tendo maioria no Legislativo. Alguns temas são caros para o seu projeto político, deixando os tucanos na defensiva e prontos para impedir tais realizações.

A forma como essa questão está sendo levada é preocupante, pois, se não houver avanços, a nova gestão corre o risco de assumir com a mesma previsão orçamentária deste ano. Mais do que isso, sem meios de cumprir propostas importantes como reajuste do funcionalismo público, a começar pelos professores. Faltam bombeiros nesse embate, mais em função da sucessão de 2018 do que pelas diferenças atuais. Com a presidente Dilma Rousseff sem chances de um terceiro mandato, e uma eventual falha do “volta, Lula”, o governador mineiro eleito é um potencial candidato à Presidência. O tucano Aécio Neves também. O que se vê nos bastidores é uma antecipação de uma possível confronto.

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E este é um ponto questionável, pois a definição de possíveis atores para a próxima eleição presidencial se baseia em meras suposições, nas quais o interesse coletivo está ficando em segundo plano. Minas tem demandas importantes que precisam ser resolvidas, ora emperradas pelo impasse que começa na Assembleia e se prolonga nos grupos de transição. O ano está terminando, e não se sabe, ainda, o que vai ocorrer nessas articulações. Trata-se de algo preocupante para todos e sem vantagem para aqueles que melam o jogo.

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