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MELHOR MOMENTO

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Discutir a mobilidade nas metrópoles tornou-se um tema recorrente, fruto das próprias circunstâncias. No ciclo virtuoso da economia, o brasileiro, sobretudo da classe média, teve acesso ao automóvel como bem de consumo, gerando, por isso, um forte movimento nas áreas urbanas. Ademais, a circulação de trens também aumentou. Os engarrafamentos e retenções foram incorporados à rotina dos usuários, fazendo do transporte uma fonte de estresse e prejuízo. Em Juiz de Fora, ainda há o agravante das passagens de nível. Na edição de domingo, a Tribuna mostrou que pelo menos duas horas do dia são reservadas ao trânsito de trens pela área urbana, tendo como consequência retenções sistemáticas em vários pontos.

O que chama a atenção, porém, é que a solução para esse impasse é consensual. Lideranças políticas, empresariais e a própria MRS – concessionária da malha ferroviária – entendem que um anel ferroviário é a única maneira de resolver a questão. As medidas já tomadas e as anunciadas, como construção de viadutos e túneis, são paliativas, pois, com o crescimento da frota, também não darão conta do fluxo de veículos.

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São 25 quilômetros que cortam a cidade e que podem se transformar numa grande avenida ou malha para o transporte ferroviário, nos modelos de metrô de superfície e ainda BRTs. No momento em que o Governo federal, pressionado pelas ruas, faz uma nova leitura sobre a mobilidade urbana, é preciso criar meios de colocar a demanda na mesa do ministro dos Transportes e da própria presidente Dilma. Projeto não falta. Desde 2010, está na mesa do Dnit um documento detalhando toda a operação. Várias tentativas já foram feitas, mas esbarraram na burocracia. Como o dinheiro para tais projetos, como num passe de mágica, passou a existir, é necessário apenas que haja a execução. Então, mãos à obra.

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