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EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO

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O número de ocorrências é autoexplicativo: não dá para usar o velho e recorrente discurso de falta de fiscalização para as bandalhas no trânsito cometidas por caminhões, como a Tribuna apontou na edição de domingo. Entre janeiro e maio, a Settra registrou 1.052 ocorrências de condutores transitando em locais não permitidos pela regulamentação estabelecida. Estão também incluídos os veículos que, para ganhar tempo, usam as pistas exclusivas de ônibus. Vale dizer, então, que há um problema grave de educação no trânsito, que, além da própria multa, só será resolvido com o envolvimento da própria sociedade. Os seguidores da Lei do Gérson são minoria, mas suas ações comprometem o trânsito e provocam indignação.

No caso dos caminhoneiros, embora não haja dados para isso, há o agravante da falta de um contorno rodoviário. Carretas de grande porte vistas, especialmente na Avenida Rio Branco, muitas vezes são resultado da falta de opção para quem vem da Zona da Mata, seja pela BR-267 seja pela MG-353. Os necessários contornos continuam no papel, e os que já estão em execução – como é o caso da ligação da BR-040 com a MG-353 – estão paralisados pela falta de recursos. Com contingenciamento, o Governo estadual não dá, sequer, informações de quando os trabalhos serão retomados.

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É necessário, porém, tomar medidas para inibir os abusos. Além da própria fiscalização, que ocorre frequentemente, é vital melhorar a sinalização, precária em vários pontos, e a adoção de campanhas de esclarecimentos. Juiz de Fora tem histórico de tragédias provocadas por caminhões errados no lugar errado por conta de sua topografia. As ruas Halfeld e Espírito Santo já registraram acidentes gravíssimos, com vítimas fatais, sem contar os de menor dano, que vira e mexe ocorrem.

A mobilidade tornou-se um desafio permanente das administrações públicas, pois o perfil das cidades passou por grande transformação nos últimos anos. O carro, antes um bem de poucos, tornou-se popular, o que exige ações para o seu bom uso, sobre o risco de a vantagem do conforto ser substituída pelo transtorno rotineiro das retenções e dos acidentes, sobretudo os que envolvem veículos de grande porte.

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