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SOB OLHAR DO MUNDO

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A vitória do presidente Barack Obama nas eleições da última terça-feira, confirmada já na madrugada de ontem, mantém o olhar do mundo nos EUA, mas a recíproca não é necessariamente verdadeira. No caso do Brasil, a discussão é o que esperar do segundo mandato, mas sem a expectativa de grandes avanços. E há motivos para isso. Embora tenha mudado de patamar no cenário mundial, de simples país ascendente a protagonista econômico, o país ainda não tem expressão em questões como segurança, que poderiam levá-lo ao Conselho Permanente da ONU, uma velha aspiração. No mundo latino, está bem situado à frente da Argentina, mas ainda está atrás do México por geográficas razões. Trata-se de um país que divide fronteiras com os Estados Unidos, além de ser um dos seus principais parceiros econômicos.

A presidente Dilma, que ontem mesmo anunciou os parabéns ao reeleito, sabe que não dá para esperar mudanças consideráveis, mas seu Governo continua convencido de que o candidato democrata ainda é melhor interlocutor do que o republicano Mitt Romney. As relações brasileiras com o partido conservador dos EUA sempre foram problemáticas, salvo no período militar, quando o diálogo era mais articulado, mesmo assim com ruídos, sobretudo na gestão do general Ernesto Geisel, que não aceitava a tutela dos americanos. Foi no seu período que ocorreu a denúncia do acordo militar e a elaboração de um acordo de cooperação com a Alemanha para investimentos na área nuclear.

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O presidente Barack Obama deverá se voltar mais para as questões internas, a começar pela economia, que continua sendo o principal gargalo de sua gestão. Depois de assumir um país em plena crise, ele, nestes quatro anos, ainda não conseguiu virar o jogo, embora a situação esteja bem melhor do que a herança recebida de George Bush. Em decorrência disso, porém, o que o Brasil deve esperar é um diálogo aberto em torno de questões comerciais, pois se trata de um parceiro prioritário, que não deve ser colocado em segundo plano, mesmo o país não estando na cadeira da frente na Casa Branca.

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