Em três meses e seis dias, a cidade já registra 40 crimes consumados contra a vida, dando mostras de que o ano segue a mesma toada de períodos anteriores: uma perigosa média que pode ultrapassar os dados de 2014, quando cerca de 130 casos foram registrados. O novo comando da Polícia Civil já anunciou a convocação de mais um delegado para trabalhar para a Delegacia de Homicídios, num reconhecimento tácito de que a situação é preocupante. O nome e a data de posse devem ser conhecidos ainda esta semana. Hoje, somente o delegado Rodrigo Rolli atua oficialmente na função.
Mas é necessário avaliar outros aspectos. A simples colocação de mais um delegado, a despeito de reforçar as investigações, não significa, necessariamente, que haverá mudanças substanciais no número de ocorrências. É preciso investir nas causas, o que não é um problema exclusivo da polícia. No ano passado, vários seminários foram realizados, e chegou-se a conclusões preliminares de que é fundamental investir na prevenção. A Comissão Especial de Segurança ficou de agendar um encontro em Belo Horizonte com a cúpula das polícias Civil e Militar, mas ainda não houve definições.
Uma das metas é ampliar o número de seminários de segurança, a fim de atualizar dados e definir ações conjuntas. Por isso, é fundamental que as discussões não cessem. Embora esteja nos primeiros meses de gestão, o Governo estadual já definiu suas áreas estratégicas, tendo nomeado a cúpula. Em Juiz de Fora, os batalhões têm novos comandantes, e novos delegados nos postos de direção já foram empossados. Todos são profissionais que conhecem as demandas da cidade. Então, que retomem os seminários para a tomada prática de providências.
