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OLHO NA COPA

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A possibilidade de a cidade se tornar uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014, abrigando seleções que jogarão no Rio de Janeiro ou até mesmo em Belo Horizonte, é uma grande oportunidade para se incrementar os serviços e as instituições do município, muitos deles parados no tempo mesmo diante do acelerado ciclo de mudanças que afeta as metrópoles. Como foi dito no seminário encerrado ontem no Senac, oportunidades existem, mas só se consolidam se houver articulação.

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Encravada num ponto estratégico do país, entre três das grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a cidade, desde já, tem que ir à luta não só por ações institucionais, já encaminhadas à CBF, mas também por iniciativa dos segmentos de serviço, os principais afetados com o aumento do fluxo de turismo. A rede hoteleira tem que aumentar sua oferta de leitos e investir na qualidade.

O discurso vale para alertar sobre pontos que carecem de aperfeiçoamento. A qualificação de mão de obra é vital, pois é o atendimento que define a volta do cliente. E, nesse aspecto, ainda há problemas. Como bem lembrou o gerente-geral do hotel-escola Grogotó, Edson Pulati, é preciso preparar a mão de obra. Tempo existe.

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Mas não se pode jogar com o tempo sob o risco de comprometer o calendário. Ainda em 2011, é preciso começar o treinamento, pois só assim se evita constrangimento. Na semana passada, as autoridades esportivas brasileiras se irritaram com uma advertência do presidente da Fifa, Joseph Blatter, quando ele disse que a construção de estádios no Brasil estava mais atrasada que na África do Sul. Na Copa do ano passado, as obras só terminaram às vésperas da competição. Essa experiência não pode ser repetida.

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Juiz de Fora tem meios para dar guarida a uma das seleções, mas é preciso levar em conta que elas não vêm sozinhas, mobilizando seus torcedores e apreciadores do esporte. Diante de uma demanda acentuada, é necessário enfatizar a qualidade mineira de bem receber. Mas não basta a tradição. É preciso se preparar para isso.

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