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PRAÇA DO POVO

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A praça é do povo, mas é preciso retomar a discussão sobre o fechamento à noite, ou não, do Parque Halfeld, alvo de vândalos que, em ações recorrentes, estão depredando um dos principais patrimônios da cidade. No último sábado, a Tribuna mostrou em que estado se encontravam alguns dos equipamentos e destacou uma fonte, em frente à Câmara Municipal, que, por ironia, ou desafio às regras, após ter tido parte quebrada, foi furtada dias depois. De acordo com a assessoria da Prefeitura, esta será a quarta vez, em menos de um ano, que a fonte precisará ser trocada. Alguns segmentos resistem à ideia de fechar o espaço, mas os fatos falam por si quando se defrontam com uma situação como essa.

Como não há câmeras, e o efetivo da Guarda Municipal é insuficiente para atender à demanda, é necessário se restringir o acesso, como já ocorre em outros centros, nos quais havia o mesmo tipo de depredação. Por falta de educação ou respeito com o espaço público, há sempre quem aja motivado por mágoas e as descontam em próprios de interesse coletivo. A pequena estátua, que já estava quebrada, simplesmente sumiu.

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O Parque Halfeld, porém, não é o único a ser alvo dos vândalos. Outros espaços, especialmente praças, passam pela mesma situação. O valor histórico não pesa na ação desses inconsequentes, bastando ver o que fizeram também na praça da República, em frente ao Cemitério Municipal, comprometendo um monumento de grande valor artístico por ter a mão de Di Cavalcanti. Como o crime de dano ainda tem penas frágeis, não há meios de impedir esse tipo de ação, salvo em flagrante com a exigência de reparo financeiro, algo, aliás, quase impossível ante a condição financeira do autor.

A própria Câmara deveria abrir espaço para esse tipo de discussão, pois seus membros são testemunhas cotidianas do que ocorre no Parque Halfeld. Quem furtou a estátua já conhecia o primeiro dano e agiu com afronta, certo de que não seria importunado.

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