A reunião realizada na última terça-feira no gabinete do prefeito Bruno Siqueira, quando este recebeu lideranças dos taxistas e representantes da área de segurança, foi um passo importante para discussão da antiga demanda da categoria, mas sinalizou, também, que há um longo caminho a ser trilhado na defesa dos motoristas, principalmente os da bandeira dois, aqueles que trabalham no turno noturno. Há tempos, o debate está à mesa, tendo recebido sugestões como a Operação para Pedro, pela qual a Polícia Militar fazia abordagens aleatórias para investigar os passageiros. Também se instituíram, por um tempo, pontos obrigatórios de parada, para que os militares fizessem o mesmo.
As mais recentes sugestões apontam para a instalação de GPS nos veículos e câmeras de monitoramento, pois, desta forma, as centrais saberiam por onde andam seus carros. A ideia é boa, mas será suficiente? Na discussão com o prefeito, ainda na madrugada de terça-feira, quando os manifestantes foram até a sua residência, também entrou na pauta o aumento do efetivo policial em Juiz de Fora, tanto da PM quanto da Polícia Civil. Esta, porém, é uma demanda do Governo estadual. O prefeito chegou a revelar aos taxistas que havia uma visita programada do Secretário de Defesa Social que foi cancelada. Ele iria colocar o assunto na pauta. Mesmo assim, não desistiu.
O país passa por um momento especial nas políticas de segurança, por conta do avanço do crime organizado e das drogas e da própria desconfiança sobre os métodos adotados pelo Estado. A mais recente pesquisa sobre o assunto indicou que 70% dos brasileiros não confiam na polícia. A discussão pode ser outra, mas, no somatório de demandas, todos os pontos precisam ser avaliados. Inclusive este, que aponta para a necessidade de se repensarem ações.
