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NOVOS HORIZONTES

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As primeiras ações da nova equipe econômica soam estranhas para o próprio Governo, pois fogem dos padrões adotados nos últimos quatro anos, mas são necessárias não apenas para a retomada do crescimento mas também para a implementação de projetos caros da gestão petista voltados para o viés social. Não dá para fazer concessões com a inflação, pois ela compromete a economia como um todo. O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também foi objetivo ao antecipar que acabou o período de benefícios a determinados setores em detrimento de outros, como ocorreu com a chamada linha branca e com o setor automobilístico, até então, em nome da geração de empregos.

A intenção era boa, mas garantir emprego de um segmento comprometendo os demais era uma matemática sem sentido, cujos resultados foram registrados nos últimos anos, com queda na atividade econômica. O novo gestor e sua equipe não são o remédio para todos os males, mas era preciso colocar ordem na casa, a fim de sinalizar, especialmente para a área produtiva, responsável pela geração de recursos e de empregos, que o barco não está à deriva.

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Há, no entanto, pontos a serem considerados. A presidente Dilma Rousseff, que já deu o primeiro puxão de orelhas no ministro do Planejamento, vai se manter distante das ações do time de Joaquim Levy, como fez o ex-presidente Lula quando a economia tinha o médico Antônio Palocci como timoneiro? Se sim, há possibilidade de êxito. Caso contrário, as turbulências podem entrar no radar.

Ademais, é preciso conciliar aumento dos tributos sem comprometer os investimentos. O país não pode parar, sob o risco de, aí sim, gerar mais danos ao que já está ruim.

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