Ícone do site Tribuna de Minas

NO BALCÃO

PUBLICIDADE

Há lideranças sérias que mudaram de partido por força das circunstâncias internas ou oportunidade de escrever uma nova história em suas ações políticas, mas a corrida aos cartórios para a troca de legendas, cujo prazo terminou ontem, foi a prova material do balcão de negócios em que se transformou a política brasileira. Em nome de acordos de toda sorte – voltados para as eleições do ano que vem -, foi definida uma nova composição tanto no Congresso como nas assembleias e câmaras municipais.

Nesse sobe e desce de cotação, os partidos ficaram à mercê de suas lideranças para articulações voltadas para interesses únicos desses mesmos atores, sem qualquer avaliação programática ou ideológica dos envolvidos nesse mercado. As bases tornaram-se peça de ficção, ficando apenas na arquibancada, assistindo aos acordos firmados especialmente em Brasília e nas capitais estaduais. Além disso, a despeito do veto à Rede, da ex-ministra Marina Silva, o país chegou à marca de 32 partidos.

PUBLICIDADE

O que vem pela frente são ações para consolidar as mudanças e estratégias para a campanha eleitoral. Embora oficialmente os nomes estejam apenas nas especulações, os candidatos estão em campo fechando pactos e também negociando com as três dezenas de legendas. Alguns partidos se comprometem com o Governo e com a oposição ao mesmo tempo, à espera da melhor proposta; outros já estão acordados, esperando apenas as compensações, como a cessão de cargos para seus apadrinhados.

O perverso desse enredo é que não há sinais de mudanças, sobretudo por conta de serem os responsáveis pelas necessárias alterações, os principais interessados nessa salada de letras.

 

Sair da versão mobile