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ROTINA DO PODER

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Trocar ministros faz parte da rotina do poder, mas a presidente Dilma está com o pé no acelerador ao fazer, em pouco mais de seis meses, a terceira troca no seu primeiro escalão. É bem verdade que a última, a do ministro da Defesa, não se deu pelas mesmas razões dos anteriores, quando a dúvida da probidade foi o mote. Nelson Jobim fala na mesma proporção do seu tamanho e acabou morrendo pela boca. Afinal, ninguém poderia se queixar de seu trabalho, desde 2007, quando foi chamado pelo presidente Lula para dar fim ao caos aéreo. Não só resolveu, como enquadrou militares insatisfeitos, elaborou um plano de segurança e lutava pela melhoria nos equipamentos das Forças Armadas.

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A dúvida, agora, é saber como será o desempenho do embaixador Celso Amorim. Como os militares, ele também vem de uma carreira de estado, e será necessário avaliar como isso será visto pela tropa. A presidente fez bem ao chamar os comandantes e dizer que ninguém seria removido, mas o que foi visto como uma descompressão do ambiente também pode ser interpretado como fraqueza do ministro que chega já sabendo que não mexerá em nenhum posto.

O debate, no entanto, não se encerra nessa troca no poder. O próximo passo é avaliar os resultados das mudanças. A presidente da República tem tomado atitudes para resolver problemas, mas sua faxina, em momento algum, passou pelo viés da eficiência. Estaria seu Governo correspondendo às expectativas? Palocci e Alfredo Nascimento e, agora, Jobim, não caíram por trabalhar mal, mas por fugirem às prerrogativas do cargo. Dilma faz menos concessões, e esse pode ser um dos motivos, bem diferente do antecessor, que evitava o confronto interno e, sobretudo, com o Congresso.

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O país tem muitas demandas pela frente. Para Gleisi, que ficou no lugar de Palocci, resta o papel de arrumar a casa e coordenar os ministros. A Amorim, ampliar as políticas de segurança e garantir equipamentos e salários decentes para os militares, enquanto nos Transportes, Paulo Sérgio Passos tem uma longa demanda para reconstruir uma pasta que foi desmontada.

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