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LUZ AMARELA

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O anúncio da nova diretoria da Petrobras, previsto para hoje, não é a única discussão que deve se manter na agenda. Há eventos paralelos que precisam ser considerados por apontarem uma nova postura, especialmente do Congresso Nacional. Este recriou a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras, a despeito da rejeição do Governo, por ver na ação dos parlamentares um instrumento de desgastes, e não uma peça de investigação dos possíveis ilícitos.

Pelas contas, entre as 182 assinaturas apensadas ao pedido de instalação estavam 52 de deputados filiados a partidos aliados. Essa rebeldia já havia se manifestado no último domingo, quando o deputado Eduardo Cunha (PMDB) foi eleito presidente da Câmara Federal. A luz amarela está acesa no Planalto, pois, mesmo diante do furacão da operação “Lava jato”, que levou ontem o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari, à Polícia Federal para depoimento, há problemas na própria base. A articulação da presidente da República não está funcionando num momento em que não podia falhar.

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O presidente da Câmara ainda reserva outras matérias, como a reforma política, deixando o Executivo na defensiva. O projeto que ele vai inserir na pauta não é o mesmo do Governo, sinalizando que, enquanto o Planalto não mudar o tom das negociações, terá surpresas diárias no trato com o vizinho ao lado. O Congresso está com um novo perfil, em alguns aspectos, por temer as ruas, por outro, por ver fragilidade no Governo, podendo, assim, se impor nas matérias de seu estrito interesse.

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