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AÇÃO INTEGRADA

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A despeito de todas as dificuldades apresentadas, como a Tribuna relatou na edição de domingo, a criação de uma Região Metropolitana de Juiz de Fora não pode ser posta na gaveta, como ocorreu na primeira tentativa, em 2003. Ignorar a questão é um passo atrás, pois coloca-se em segundo plano uma demanda que é recorrente: os municípios do entorno têm uma ligação intensa com a cidade-polo não apenas no traslado de estudantes e trabalhadores mas também nas suas relações econômicas. Hoje, a maioria deles depende diretamente de Juiz de Fora, numa relação que poderia ter novos contornos com a implantação do projeto. É fato, como avaliam os especialistas, que não basta dizer que se criou uma RM quando há implicações maiores, como mudanças nas relações de poder, algo que nem todos estão dispostos a acatar. A iniciativa do deputado Antônio Jorge Marques (PPS), já apontada no documento “Perspectivas de desenvolvimento para a Zona da Mata mineira”, elaborado pela regional da Federação das Indústrias de Minas Gerais, precisa ser discutida acima do viés partidário. O trabalho da Fiemg é profundo e deve ser submetido também a outros setores, pois amplia uma discussão que já se faz mister há anos. Como cidade-polo, Juiz de Fora tem que encabeçar a discussão, embora a decisão final a à Assembleia Legislativa, por ser parte interessada. Hoje, as discussões sobre crescimento são isoladas, com cada município olhando para o próprio umbigo, quando todos deveriam ter a preocupação integrada. Uma indústria de porte em outro município não significa descrédito econômico para a maior cidade. Ao contrário, muda a perspectiva, criando empregos e oportunidades em outras áreas. Belo Horizonte, embora não tenha indústrias, é a maior beneficiária da Região Metropolitana, por ser o centro de consumo. O projeto atende a todos, resultando num dos polos mais ricos do estado.

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