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TUDO COMO ANTES

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As fotos publicadas ontem nos jornais, entre eles a Tribuna, mostraram os danos das chuvas no distrito de Xerém, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Impressionam pela violência das águas e chamam a atenção para a eterna solidariedade brasileira, no caso, explicitada pelo cantor Zeca Pagodinho. Além de abrigar famílias em seu sítio, foi às ruas em busca de donativos para os flagelados. Ontem, recebeu apoio do deputado Romário, que também vai à luta para ajudar os carentes.

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Fora a participação desses dois personagens, o que há de diferente em relação aos anos anteriores? Praticamente nada, exceto o local. A população fluminense e, por extensão, de outras partes do país, tem enfrentado questões recorrentes no ciclo das águas, como desmoronamentos, inundações e mortes. O dado emblemático é que as chuvas de verão ocorrem sempre no mesmo período, mas nem por isso as autoridades agem para evitar as tragédias. São fatos anunciados, fruto da leniência humana em deixar para depois o que já deveria ter sido feito. A população de Teresópolis, por exemplo, ainda espera por providências, a despeito das centenas de mortes em 2011. E o dinheiro sumiu.

Juiz de Fora, que também tem uma topografia problemática, deve estar pronta para enfrentar as águas que vão até março. Para isso, deveriam tomar medidas objetivas de orientação à população e agir preventivamente na remoção de casos urgentes. Deixar para depois o que pode ser feito antes tem sido um problema constante nos governos, que não acreditam na recorrência dos fatos, a despeito da sazonalidade das águas.

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