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FAÇAM O JOGO

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Falta mais de um ano para as eleições, mas as bolsas de apostas já estão se mobilizando para especular em torno dos possíveis eleitos de 2014, mesmo sem a certeza dos nomes que vão para o pleito como candidatos. Em Juiz de Fora, por exemplo, a lista está aberta e cresce a cada dia, comprometendo uma antiga discussão sobre o número de candidatos que o município deveria apresentar, para garantir a eleição de um número expressivo de candidatos. Por conta disso, durante um bom período, sustentou-se o argumento de que era preciso restringir a lista de postulantes.

Em momento algum, porém, foi possível adotar essa postura, ainda mais depois da ampliação do número de partidos. Nos tempos de Arena e MDB, ainda havia certo controle, e a cidade, de fato, teve número expressivo de deputados e até um senador. Hoje, os chamados grandes e os partidos de menor porte estão em igualdade de condições. Aliás, as pequenas legendas têm se saído melhor, pois dependem de menos votos para eleger parlamentares, seja para Congresso, para assembleias ou câmaras municipais. Como o voto é proporcional nas coligações, cria-se a estranha situação de políticos com votação irrisória sendo eleitos, enquanto campeões de urnas ficam de fora.

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Neste segundo semestre de 2013, a cidade já vive as especulações de quem e de quantos serão candidatos a deputado estadual e federal, mas já é possível antever que será uma lista expressiva, que leva os menos otimistas a advertir para o que as ruas chamam de abraço de afogado: com tantos nomes, a tendência é pulverização dos votos, ficando a maioria sem chances de eleger. Com composição, as chances são maiores. A conferir.

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