O combate às drogas é uma demanda permanente do Estado, não apenas pelo viés repressivo, peça fundamental, mas também pelo olhar da saúde pública. Por isso, é importante o envolvimento cada vez maior das instâncias de poder, já que se trata de um problema coletivo, não se restringindo somente aos usuários e aos seus familiares. Programas como o Aliança pela vida, parceria do Governo de Minas com entidades civis que também se envolvem na luta contra o consumo das drogas, são importantes e devem receber o respaldo da comunidade.
Como bem lembrou o governador Antonio Anastasia, não crio ilusão de que vamos reverter, evidentemente, o problema. Mas é fundamental que tenhamos melhorias. De fato, virar o jogo é uma questão de longo prazo, sem a expectativa de que a solução está na esquina. Ao contrário, boa parte das iniciativas tem como fim mais estancar, evitando a ampliação, do que eliminar totalmente as drogas. Como observa o governador, não há ilusão nesse debate, e quem vende esse tipo de esperança está apenas jogando para a arquibancada, mesmo com a certeza de que a questão é bem mais ampla.
Num cenário de tal gravidade, todas as possibilidades devem ser avaliadas, inclusive a apresentada pelo ex-presidente Fernando Henrique, com foco no consumo. Sem a máscara do discurso fácil, ele acha que a discussão, inclusive da descriminalização, deve ser colocada à mesa. Trata-se, de fato, de um ponto de extrema aridez, mas não refutável no primeiro momento. Os danos provocados pelas drogas são ascendentes no mundo e, por enquanto, não se encontrou uma saída para dizer que a luta foi vencida. Não foi, e há um longo caminho a ser trilhado, no qual devem estar envolvidos governos, família e outros segmentos, não havendo exceções, sobretudo por se tratar do risco do vício, que pode alcançar qualquer instância.
