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FORÇA-TAREFA

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É plenamente louvável o trabalho da força-tarefa que culminou com a interdição de 20 bares de Juiz de Fora e de autuações em outros tantos, mas é fundamental que essa ação em defesa do consumidor seja sistemática, pois só assim será possível evitar a recorrência. Se feita com mais frequência, a ação dos órgãos fiscalizadores vai garantir serviços adequados para a população. Na jornada que terminou ontem, foram encontrados ratos, baratas e alimentos estragados em estabelecimentos, algo impensável, mas mais comum do que se pensa. Daí a importância de se sistematizar o serviço.

É fato que o próprio nome explica parte do processo. Somente com a soma de esforços dos diversos órgãos é possível fazer um trabalho tão amplo, uma vez que, isoladamente, o número de fiscais é mínimo para uma cidade com quase 600 mil habitantes. No ano passado, das 3.512 unidades do setor de alimentação, incluindo restaurantes e lanchonetes, apenas 129 foram vistoriados, o que é uma prova material da falta de estrutura.

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Duas linhas podem ser seguidas daqui por diante: ampliar o trabalho conjunto e incentivar ações de conscientização do setor. O Sindicato dos Bares, Restaurantes e Similares têm programas de orientação, cuja adesão é aquém da expectativa. Os associados têm a quem recorrer não apenas para assistência jurídica mas também para cursos técnicos que vão desde o acondicionamento dos alimentos à higienização, duas questões cobradas pela fiscalização.

Feito isso, quem ganha não é apenas o consumidor mas o próprio setor. Num tempo em que a informação se espalha em tempo real, quem atua dentro das normas ganha novos clientes. Quem faz o contrário fica fora do mercado.

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