Ícone do site Tribuna de Minas

NOVO OLHAR

PUBLICIDADE

A implantação de câmeras de segurança nos coletivos urbanos, por paradoxal que seja ao mesclar segurança com quebra de privacidade, é uma ação positiva nos tempos de hoje. As circunstâncias têm imposto ao cidadão a escolha entre a opção de ter privacidade e a de ter mais segurança. A maioria opta pela segunda, uma vez que o elevado número de ocorrências tem sido a tônica nas metrópoles. Além disso, o equipamento servirá para orientação técnica em se tratando de congestionamentos, pois indicará onde e quando ocorrem as retenções.

PUBLICIDADE

Não é de hoje que o big brother incorporou-se à rotina das ruas. Há os casos voluntários de pessoas que querem ser vistas e fazem de tudo para aparecer, como nos realities shows e até mesmo nas ferramentas da internet, e os que se submetem às regras por não haver outro caminho. Até no chamado primeiro mundo, as vias estão apinhadas de câmeras. Em nome de um projeto geral, comprometem-se direitos particulares.

De acordo com os técnicos, serão quatro câmeras: uma direcionada para o cobrador – alvo das ações dos bandidos na maioria das vezes -, outra para o motorista e para a porta da frente, enquanto uma terceira colhe imagens do fundo do veículo. A última, na frente do veículo, registra imagens externas, que serão úteis em diversas situações, como acidentes e até roubos.

PUBLICIDADE

O projeto que ora chega aos veículos motorizados deve ser ampliado para as ruas, já que a cidade, nesse aspecto, ainda carece de mais vigilâncias. As diversas tentativas acabaram não dando certo em razão dos custos. De fato, os equipamentos e, principalmente, a manutenção são caros, mas chegará um momento em que será um investimento inevitável. Parcerias público-privadas têm sido uma alternativa para minimizar os gastos. Por mais que a polícia amplie suas ações, o uso da tecnologia tornou-se uma exigência, valendo, pois, o sacrifício.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile